1 de junho de 2012

Tentar até o fim


"Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário."
(Fernando Pessoa) 


Diante dos caminhos inusitados que a vida consegue criar frente a nossos passos. Se resolver seguir o destino a qual foi traçado, vá até o final. Porque tudo tem que ser verdadeiramente vivido, forte e complexo. É indispensável desprender-se, e pra isso, é preciso muita audácia.

Veja bem o meu caso, entrei nesse caminho tortuoso, nem sei quando vou sair, apenas estou seguindo o que me é posto pra pisar, ora ovos, ora chão esburacado. Ainda assim continuo tentando, porque eu nunca fui o tipo de pessoa que gosta das coisas pela metade. Ou é tudo ou nada. Vou até o fim, e se não fosse esse o objetivo, não teria começado. Mesmo que tudo convirja ao verbo perder. E se tenho que perder, deixo minha cabeça a venda. E nada mais.

Essa pobre criatura não deve ter um pingo de juízo pra falar tal asneira, deve ser isso que todos pensam. Não me incomoda a dor que atravesse minhas vísceras, ou o frio que atravesse todos os meus ossos como se fossem ferros penetrando e quebrando um a um. Possa ser que o mundo me prenda diante das armadilhas às quais aceitei lutar, e então venha com elas o escárnio, a repulsa e desprezo. Talvez eu mesma me isole, ou já esteja isolada, mas eu bem aprendi as palavras de quem tinha mais sabedoria ao dizer “até o lado ruim é bom, basta somente saber observar de ângulos diferentes”. E eu então terei forças, vou superar o limite da minha resistência a todos os fatos adversos, e sempre vou levar o desejo inicial como foco principal. Vencer.
Sim, eu farei isso, faço isso. E mesmo perante do não querer a pior das consequências, eu vou acreditar que vai ser melhor do que eu arquitetava. Por isso eu vou até o final. Mesmo que eu somente tenha a vontade de estar certa ao menos uma vez. 

27 de maio de 2012

Silêncio sem compreensão (solidão)



"Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro." (Caio Fernando Abreu)

O silêncio, uma daquelas palavrinhas que nos fazem calar enquanto ao nosso redor o mundo tem um som estridente de ruídos misturados. Eu estava jogada numa dessas cadeiras de plástico, sem ninguém por perto. Pois é, não havia ninguém por perto, e eu tinha me dado conta disso. Algum tempo antes desse meu desencontro de pessoas, alguém havia dito que depois de algum tempo nada sobra além da solidão, e feliz aquele que sabe andar ao lado dessa imensidão de vazio. Olhei incrédula, mas temerosa também, isso é demasiadamente triste. Eu não poderia imaginar essa tal solidão. Sempre achei que por mais só que esteja, em algum momento, a gente encontra mesmo não procurando uma pessoa que nos faz reconhecer como um espelho, porque de alguma forma o que está por fora nunca é significante enquanto o corpo perece. Eu só não imaginava que algumas coisas a gente só aprende vivendo. 

Ele não mencionou em momento algum a possibilidade do modificar, da necessidade de presenciar e viver. Apesar de estarmos tendo aquela conversa, ele não percebeu que não estava sozinho. Ao certo estivesse tão preocupado com a necessidade do acostumar a ser só que não percebeu a presença de quem estava a ouvi-lo. Deve ser porque as pessoas nunca estão preparadas pra sentir ou mesmo entender a emoções, afinal, provavelmente ele nunca vai estar completamente só, mas não será capaz de perceber a presença do outro. Ele era bem mais velho que eu, uma diferença de mais de trinta anos, o que eu considero uma longa distância na tal caminhada da vida. Talvez seja por essa diferença que ele tenha a compostura da solidão.

Trabalhávamos na mesma instituição. Não havíamos sequer trocado uma palavra. Como  não o conhecia, limitei sempre a ouvir. Com o tempo, as mesas lado a lado, às 8 horas corridas no convívio. O que restou foi a aproximação, que claramente, ele não pareceu perceber.

Não sei exatamente o que tornam as pessoas diferentes, apáticas as percepções do que gira ao redor delas, sei somente que eu tinha partido do norte, e ele tinha saído do oeste, no entanto, não conseguia ainda perceber o que nos tornava tão opostos, ou mesmo o que realmente distanciava. Eu só chegava a uma conclusão, aquele homem não tinha nada, nem a só próprio. Isso não é totalmente verdadeiro, mas em síntese foi nesse ponto que acabei chegando.

Silenciosamente cruzamos diante da garrafa de café num dia daqueles que parecem parar. Voltamos direcionados pra nossas mesas. Aquilo parecia durar tanto tempo que me deixava irrequieta, suponho que permanecer naquela situação por mais tempo seria um suicídio psicológico, afinal aquele mundo fechado em que ele vivia não parecia nada saldável até pra quem aparentemente está de fora.

Impiedosamente, destilei minhas palavras diretamente. Zangada, chateada e com muita pressão diante da irracionalidade do permanecer sozinho num mundo fechado. Eu queria que ele percebesse que por mais fácil que fosse estar num mundo só dele, que a solidão por mais dolorida que parecesse sempre é uma escolha. É que ele estava a tempo demais recusando a existência dos outros, assim não deixava de estar só, mas preferia acreditar. Como diria a Simone de Beauvoir “Ninguém, conhece, enquanto vivo, a paz do túmulo”, é bem por esse caminho.

Depois das minhas palavras tóxicas, notei um ar pasmo saindo diante daqueles olhos verdes. Não foi das tarefas a mais simples, é um pouco ruim notar a agonia de quem presenciou a queda de uma falsa verdade criada a tantos anos, a renuncia de existir ao mundo parecia o mais correto e fato a se viver, mas eu que somente tinha alguns vinte e poucos anos de vida, que ainda tinha meus pais, meus avós, minha vida, e não sabia o que era realmente perder alguém, parecia menos lógico. Só algum tempo depois consegui entender, naquela cadeira de plástico, jogada, que a solidão que ele sentia era a de não ter pessoas presentes, mas de estar longe de quem amava. 

24 de maio de 2012

Sentimentos em cores



Ainda hei de ver em seu semblante minhas cores refletindo e minha imagem feita nos teus olhos. Meus olhos vistos por dentro, como quem vai mais profundo, penetrando a alma com intensidade. Vou olhar fixamente, e minhas pupilas respondendo a cada feixe de luz que adentre pela extensão da visão, emudecidos, serei tua resposta na ausência das palavras não ditas. Saberei humildemente, enquanto concordo com as suspeitas às quais deixará vir até mim. E não saberemos concluir um anexim sequer, mas torcidos, teremos um gesto de cumplicidade, que de forma oportuna serão complementados.

O meu problema se reduz ao medo, ou qualquer outro sentimento enlouquecido que eu não saiba no momento descrever, é uma coisa de quem reverencia demasiadamente, e que parece pequena diante do universo que parece surgir diante de tudo o que eu não sei explicar. Medo sim, muito medo, e eu digo que é medo por não encontrar uma palavra que possa estar no tal lugar que esta já ocupa. Eu não sei lidar muito bem com meus sentimentos que parecem deslizar do meu controle, como se fugisse pra um lugar dentro de mim que eu não pudesse alcançar. Tenho essa visão de medo, de necessidade de fugir. O caminho mais suave e fácil é sempre tão encharcado de tentação.

Eu abdico a calmaria mesmo com medo. Não quero suavizar os impactos do meu tolo sentimentalismo. Prefiro o mistério dos nossos caminhos entrelaçados, assim recuso o medo que me toma o pensamento. E no meu maior irracionalismo encontro meus principais motivos pra continuar a viver, estar ao seu lado. 

Por dentro eu sei que meu atrevimento talvez me leve somente ao sofrer. Prefiro ignorar as possibilidades. Não quero limites pra meus olhos, limites pra meus pés e coração. Vou condicionada a procurar a felicidade na minha agressividade apaixonada de quem tem tudo nas mãos e um coração livre de mágoas. Entregue a ti que têm na pele os sintomas tão iguais aos meus, os olhos tão presos aos mesmos olhos que estão presos a ti. E numa confirmação mútua seremos um a extensão do outro, enquanto nas tuas cores eu me perder e você nas minhas permanecer refletido. Portanto, seremos um. Unicamente. Um do outro. 

18 de maio de 2012

Retalhos musicais


Nunca é tarde pra te explicar o que penso
Senti seu coração perfeito batendo à toa
E isso dói
E por mais que você me encarasse
Você não estava lá
Você não pensa em mim
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Minha história é bem descrita em fotos e versos
Tomara que da próxima vez
Em que eu pensar em você
Eu só consiga pensar besteiras
Pensar em você é morte lenta
Estaria me traindo
Ao pensar que o tempo pararia
Se meu coração não mais batesse.
Você não sente os meus passos
Toda vez que tento me perder
Acabo me encontrando perto de você
Pode me dizer você faz isso por querer?!
Mas se eu tiver nos olhos
Uma luz bonita
Fica comigo
E me faz feliz!
Não sei o que assumir
Pois termos não definem
O que eu tento te dizer
Mas a ironia na memória tenta loucamente descrever
E eu não entendo nada.
Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Mas por favor
Não me leve a mal,
Sem incomodar ninguém
Nem me fazer notar
Volto ao mesmo lugar
porque sempre parto antes que comece a gostar
palavras não justificam a ida em vão.
Dizem que não sirvo pra gostar de ninguém
Todos dizem a verdade
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar.
Nós todos temos medo 
E o meu pode me cegar .
É fácil perceber aonde quer chegar.
Quando eu me rendo às suas promessas
Eu não sei o que eu estou fazendo
É com você que eu vou sempre estar.
Será que é tão difícil dizer aquilo que você sente?
Será que você diz a verdade ou então você mente?
É tudo para sempre ou só por enquanto?
Tudo parecia tão direito
Me vejo do avesso
Descobri
Quem prefere linhas tortas não sou eu 
E as pessoas vão dizer que eu vivo de ilusão

Texto de retalhos de musicas de Pato Fu, Capital Inicial, Titãs, Biquini Cavadão, Barão Vermelho e Sandy & Junior. 

13 de maio de 2012

Um amor

"Às vezes o que parece um descaminho na verdade é um caminho inaparente que conduz a outro caminho melhor. As vezes não. O que a gente pode fazer é dar crédito ou não à pessoa. Freqüentemente não vale a pena. Freqüentemente, vale".

Eu quero um amor antigo, daqueles que a gente se deixa levar e não vive somente por superficialidade. Quero um amor que eu me perca nele, mas não me assuste. Quero uma desses amores que a gente sabe que não vai ser por acaso, e que vai arrastar a gente como uma onda gigante, devastando tudo por dentro.

O amor só tem graça assim. Forte. Gigante. Complexo. É isso que eu quero; um amor de amantes. Afinal, amar sozinho é muito ruim. Não falo de um amor perfeito, porque não faz sentido a perfeição. Isso se chama querer somente metade de um todo que não tem forma.

Eu quero um sentimento que se esconde dentro da gente, e que só uma vez na vida se deixa ir. É coisa invulnerável, estável e nem por isso deixa de ser frágil. É um extremo que parece existir por si mesma. Não existe limite. Quero mergulhar nesse desconhecido mundo, que somente se sabe estar, mas não como vai terminar. Afinal ”que seja eterno enquanto dure“.

Eu não quero um amor impossível, mas não espero que seja fácil. Quero algo sensato, mas que não faça sentido algum, porque sentimento não se explica. Quero um daqueles sentimentos que nos tornam livres à medida que nos prendem, envolvem, nos deixam loucas.

A gente passa metade da vida buscando sentir o mundo, ser parte dele, viver de forma espetacular. Eu quero somente amar. Acho que só podemos achar o que procuramos quando realmente encontramos o amor. Não estou sendo hipócrita em dizer que basta o amor pra viver, estou dizendo na verdade que o amor facilita conseguir aquilo que a gente quer, porque a gente sabe que no fim do dia vai ter alguém com quem compartilhar tudo. Por isso eu digo, quero alguém pra repartir meu dia.  

Eu quero alguém que provoque minha raiva, meu amor, carinho e todos os sentimentos juntos, e no fim eu sempre acabe rindo. Quero alguém pra ficar juntinho. Não importa do medo que haja de pular do penhasco de gostar, contando que exista a sensibilidade do sentir e o respeitar.

Como uma taurina qualquer, enquanto não houver amor que me faça esquecer o mundo ao meu redor, eu viverei milhões de paixões, antes eu sentindo o que o meu universo diz do que esperar ser jogada outra vez no chão. 
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim".

6 de maio de 2012

Lamúria




Ao Bernardo, Tonha, Maria, Fátima, Jurema e quem mais tiver nome nesse mundão de Deus
Hoje, seis de maio, nesse quarto amargo,
A sete palmos acima do chão ainda permaneço,
Se nenhum pingo de água cair,
É que hoje sou mais fria que ontem,
E o céu menos nublado.
Enquanto escrever essas linhas,
Não haverá recordações mais sombrias
Como as quando silenciar minha voz.

Embriagada de tantos pensamentos vis,
Que ao fim das humildes reticências haja o inicio de um novo parágrafo frágil
Mas que eu emudeça de ti!
Tu que já não vejo,
Talvez a verdade seja que tu não és pra mim
E eu não seja pra ti.

Se ainda lamento, é porque minha fúria ainda não confinou.
Sedenta de jogar meus prantos
Sou as palavras que o mundo posterga.
Os olhos que recebem o não
São os mesmos que sustentam a afirmativa contraditória.
Mas se me encontrares perdida por aí,
Não se engane,
Sou uma moça de fatos vis.
Carrego por dentro tantas mágoas de ti.

Mato-te com palavras venenosas e doces,
E o fim será lento e doloroso como o nosso destino.
E nenhuma angústia vai me atormentar mais,
Se de tudo o que sobrou tu tens somente cinzas
Fui tuas bases,
E ainda assim me deixei queimar junto a ti.

Das nossas pausas, reticências e silêncios,
Quero o dilúvio do ultimo dia
Meu choro compulsivo atravessando meu olhar
Do nosso céu e o inferno só anjos
Enganosos como tuas juras
E no fim como uma louca sem aviso
Vou engolir o destino a seco
Garganta abaixo sem direito a petisco.
E da minha tristeza, levo a sorte de quem não tem coração pra dar,
Não tem chama que incendei, nem ritmo que faz o corpo tremer.
Do fado nasceu esse caminho, e do espelho um reflexo
Quem lê retrato pintado pela imagem do outro lado
Sabe que a solidão de quem se engana deixa a alma toda doente.
E então se despede chorando como um desenho em papel molhado.
Ao Bernardo, Tonha, Maria, Fátima, Jurema e quem mais tiver nome, quero é que tudo se dane, eu só quero é viver. 

2 de maio de 2012

O retrato das sensações



Estou trabalhando em alguns poucos planos, mas pensando sempre numa mesma direção. Esforço-me da forma que eu possa manter meus pés no chão, e nesses dias que as coisas parecem ficar mais paradas, mantenho os pulsos firmes e olhos atentos. De fato, é preciso observar cuidadosamente o que se passa ao redor, porque nem sempre se espera o que vem pela frente, mas podemos nos preparar contra as surpresas. Há tanta beleza escondida num espinho que a gente se apega a flor e até se permite machucar pelo espinho. Há sensações esmaecidas da estranheza do destino que pra entender, é necessário ser como um completo estranho de si mesmo.

Não me refiro como alguém que se encontra na rua ao lado, mas não deixo de ser facilmente achada. Ainda assim, sou complexa, e observo todos os passos até mim. Porque meus olhos não se encantam com a simplicidade, eu gosto do que cruza meu caminho e se deixa ir. Que importa? Na verdade a mera coincidência é que todos estão à mercê das sensações e os seus respectivos resultados. Eu particularmente gosto das emoções fortes, por isso sou tão ridiculamente cheia de pecados. Creio na suposição de que as sensações são sempre o princípio de alguma coisa boa ou ruim. Cabe a quem sente escolher entre o pecado ou contrair-se do “e se...”. Convém nesse momento estranho deixar o pensamento superar a beleza da situação, portanto, que seja exagerado o sentir, e que dure o tempo exato pra ser inesquecível. Assim, posso afirmar que o pecado é bom o suficiente pra se permitir vir à existência.

Haverá um dia que das sensações, o cansaço será superior a todas as outras. Sempre tem um dia que tudo parece ter ido pelo lado avesso a nossa vontade. Por dentro isso vai parecer doer mais do que realmente espera, e então, esses pensamentos vão quase te enlouquecer, isso não sendo o suficiente, vai haver a indiferença pra os acontecimentos que prosseguirão teus passos. Nesse momento vai dar-se conta do quão retardado fostes nas escolhas, e na inconstância do momento vai sentir ecoar pra fora do próprio tronco um grito mudo de quem realmente se convence de que perdeu tudo. Satisfazendo a própria alma na tentativa de não sentir, por estar demasiadamente estafado de sensações.

Das palavras expostas, me coloco como tinta. Agora já estragada, velha, acabrunhada. A arte que me acresce por dentro foi marcada pelo tom obscuro dos acontecimentos. Não me coloco como coitada, mas é doloroso descobrir que o nosso maior encanto é uma farsa. Parece que a vida quer ser indelicada, e aos poucos coloco a perguntar-me se devo somente virar as costas e partir. Mas pra ser complacente com o destino, como prometido as minhas dores, darei as costas. A insistência em suportar já não faz parte da dedicação da minha alma daqui em diante. 

28 de abril de 2012

Tudo vai ficar bem



Se não fosse tão amargo o gosto sentido nas papilas, se ainda houvesse alguma chance, mas não existe o que resgatar. Só há um buraco, e é a única coisa que eu consigo sentir ainda.

Ainda que se passem mais 22 anos, ou que não se passem nunca mais, eu hei de saber de ti. De tudo, uma transformação, e de tão amarrotado, seguro, escondido, ainda sobreviverá algum resquício do que eu fui.

É complexo o se afastar, o modificar do destino, e se encontrar pra logo em seguida saber que logo chegará o fim. Escolhas moldando os caminhos seguidos. E nada diminui a ânsia de seguir os passos que sonhou, mas o orgulho ferido de quem sempre dá “murro em ponta de faca” se desprende, e então, só me resta seguir os rastros do caminho perdido.

Das notícias que voltam em forma de lembrança, e de volta as esperanças, seja lá o que signifique toda a alteração do que eu não quero mais acreditar, espero o fim. Depois me resta somente lavar a alma, talvez isso ajude, e eu volte a ficar bem.

E eu ficarei bem. Todos ficarão. E enfim, a sensação do “e se...” findará com o inicio de um novo sorriso.

Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro